{"id":8189,"date":"2012-12-01T00:01:45","date_gmt":"2012-12-01T02:01:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=8189"},"modified":"2012-11-29T10:52:55","modified_gmt":"2012-11-29T12:52:55","slug":"tom-coelhomudanca-e-tolerancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/tom-coelhomudanca-e-tolerancia\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7a e Toler\u00e2ncia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_8372\" aria-describedby=\"caption-attachment-8372\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8372\" title=\"Tom Coelho\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/tomcoelho.jpg\" alt=\"Tom Coelho\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8372\" class=\"wp-caption-text\">Tom Coelho<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: right;\" align=\"right\"><em>\u201cNada \u00e9 permanente, exceto a mudan\u00e7a.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\" align=\"center\">(Her\u00e1clito de \u00c9feso)<\/p>\n<p>As pessoas n\u00e3o resistem \u00e0s mudan\u00e7as, resistem a ser mudadas. \u00c9 um mecanismo leg\u00edtimo e natural de defesa. Insistimos em tentar impor mudan\u00e7as, quando o que precisamos \u00e9 cultivar mudan\u00e7as. Por\u00e9m, mudar e mudar para melhor s\u00e3o coisas diferentes.<\/p>\n<p>O dinheiro, por exemplo, muda as pessoas com a mesma frequ\u00eancia com que muda de m\u00e3os. Mas, na verdade, ele n\u00e3o muda o homem: apenas o desmascara. Esta \u00e9 uma das mais importantes constata\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas, pois auxilia-nos a identificar quem nos cerca: se um amigo, um colega ou um advers\u00e1rio. Esta observa\u00e7\u00e3o costuma dar-se tardiamente, quando danos foram causados, frustra\u00e7\u00f5es foram contabilizadas, amizades foram combalidas. Mas antes tarde, do que mais tarde.<\/p>\n<p>Os homens s\u00e3o sempre sinceros. Mudam de sinceridade, nada mais. Somos o que fazemos e o que fazemos para mudar o que somos. Nos dias em que fazemos, existimos de fato; nos outros, apenas duramos.<\/p>\n<p>Segundo William James, a maior descoberta da humanidade \u00e9 que qualquer pessoa pode mudar de vida, mudando de atitude. Talvez por isso a famosa \u201cPrece da serenidade\u201d seja t\u00e3o dogm\u00e1tica: mudar as coisas que podem ser mudadas, aceitar as que n\u00e3o podem, e ter a sabedoria para reconhecer a diferen\u00e7a entre as duas.<\/p>\n<p><strong>Toler\u00e2ncia<\/strong><\/p>\n<p>Cada vida s\u00e3o muitos dias, dias ap\u00f3s dias. Caminhamos pela vida cruzando com ladr\u00f5es, fantasmas, gigantes, velhos e mo\u00e7os, mestres e aprendizes. Mas sempre encontrando a n\u00f3s mesmos.\u00a0 Na medida em que os anos passam tenho aprendido a me tornar um pouco pluma: ofere\u00e7o menos resist\u00eancia aos sacrif\u00edcios que a vida imp\u00f5e e suporto melhor as dificuldades. Aprendi a descansar em lugares tranquilos e a deixar para tr\u00e1s as coisas que n\u00e3o preciso carregar, como ressentimentos, m\u00e1goas e decep\u00e7\u00f5es. Aprendi a valorizar n\u00e3o o olhar, mas a coisa olhada; n\u00e3o o pensar, mas o sentir. Aprendi que as pessoas, em regra, n\u00e3o est\u00e3o contra mim, mas a favor delas.<\/p>\n<p>Por isso, deixei de nutrir expectativas de qualquer ordem a respeito das pessoas e me surpreender com atitudes insensatas. Seria desej\u00e1vel que todos agissem com bom senso, vendo as coisas como s\u00e3o e fazendo-as como deveriam ser feitas. Mas no mundo real, o bom senso \u00e9 a \u00fanica coisa bem distribu\u00edda: todos garantem possuir o suficiente&#8230;<\/p>\n<p>Somos respons\u00e1veis por aquilo que fazemos, o que n\u00e3o fazemos e o que impedimos de fazer. Pouco aprendemos com nossa experi\u00eancia; muito aprendemos refletindo sobre nossa experi\u00eancia. Temos nossas fraquezas e necessidades, impostas ou autoimpostas. \u201cConhe\u00e7o muitos que n\u00e3o puderam quando deviam, porque n\u00e3o quiseram quando podiam\u201d, disse Fran\u00e7ois Rabelais.<\/p>\n<p>Por tudo isso, \u00e9 preciso toler\u00e2ncia. \u00c9 preciso tamb\u00e9m flexibilidade. Mas \u00e9 preciso policiar-se. Num mundo din\u00e2mico, \u00e9 plaus\u00edvel rever valores, adequar comportamentos, ajustar atitudes. Mantendo-se a integridade.<\/p>\n<p><strong><em>PS:<\/em><\/strong><em> O texto utiliza frases de Albert Camus, Descartes, James Joyce, Melody Arnett, Padre Ant\u00f4nio Vieira, Peter Senge, Robert Sinclair e Tristan Bernard.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Tom Coelho <\/strong>\u00e9 educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 pa\u00edses. \u00c9 autor de \u201cSomos Maus Amantes \u2013 Reflex\u00f5es sobre carreira, lideran\u00e7a e comportamento\u201d (Flor de Liz, 2011), \u201cSete Vidas \u2013 Li\u00e7\u00f5es para construir seu equil\u00edbrio pessoal e profissional\u201d (Saraiva, 2008) e coautor de outros cinco livros.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.tomcoelho.com.br\/\">www.tomcoelho.com.br<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.setevidas.com.br\/\">www.setevidas.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:tomcoelho@tomcoelho.com.br\">tomcoelho@tomcoelho.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/curso\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6457 aligncenter\" title=\"Newsletter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Newsletter\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As pessoas n\u00e3o resistem \u00e0s mudan\u00e7as, resistem a ser mudadas. \u00c9 um mecanismo leg\u00edtimo e natural de defesa. 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