{"id":8242,"date":"2012-11-01T00:01:22","date_gmt":"2012-11-01T02:01:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=8242"},"modified":"2012-10-30T21:47:47","modified_gmt":"2012-10-30T23:47:47","slug":"eduardo-zugaiba-assustadora-curva-da-criatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/eduardo-zugaiba-assustadora-curva-da-criatividade\/","title":{"rendered":"A Assustadora Curva da Criatividade"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_8259\" aria-describedby=\"caption-attachment-8259\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8259\" title=\"Eduardo Zugaib\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/eduardozugaib1.jpg\" alt=\"Eduardo Zugaib\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8259\" class=\"wp-caption-text\">Eduardo Zugaib<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">A idade mata a criatividade. Correto seria que, com o passar dos anos, nos torn\u00e1ssemos mais criativos, espont\u00e2neos e investigativos. Mas n\u00e3o \u00e9 o que se percebe na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Roger von Oech, consultor de criatividade no Vale do Sil\u00edcio americano, relata uma hist\u00f3ria no seu livro \u201cUm Toc na Cuca\u201d que nos faz refletir um pouco sobre essa quest\u00e3o. Oech conta que, num dia de aula no seu curso colegial, o professor fez uma pequena marca de giz no quadro-negro, perguntando \u00e0 classe o significado daquilo. Segundos depois algu\u00e9m arriscou: &#8211; \u00c9 uma marca de giz no quadro-negro.<\/p>\n<p>Os demais alunos respiraram aliviados diante da obviedade, rindo e declarando a tarefa realizada. N\u00e3o havia nada mais a ser dito. &#8211; Voc\u00eas s\u00e3o surpreendentes &#8211; disse o professor &#8211; Ontem apliquei o mesmo exerc\u00edcio a uma turma do jardim da inf\u00e2ncia, e eles me trouxeram mais de cinquenta respostas diferentes: o olho de uma coruja, um inseto esmagado, uma flor e assim por diante.<\/p>\n<p>Uma longa pesquisa realizada pela NASA, para sele\u00e7\u00e3o de cientistas e engenheiros com caracter\u00edsticas pessoais inovadoras, acabou revelando o decl\u00ednio da criatividade ao longo dos anos. Na primeira fase da pesquisa, as crian\u00e7as tinham entre 3 e 5 anos e 98% apresentaram alta criatividade. O mesmo grupo foi testado aos 10 anos, apresentando um n\u00famero bem menor neste percentual: 30%. Com 15 anos, somente 12% dos pesquisados mantiveram altos \u00edndices de criatividade. O mesmo teste foi aplicado a um universo de mais de 200.000 adultos e somente 2% se mostraram altamente criativos. Os autores dessa pesquisa conclu\u00edram que, ao longo da vida, n\u00f3s aprendemos a ser n\u00e3o-criativos. Um decl\u00ednio que n\u00e3o se deve \u00e0 idade, mas aos limitadores mentais que criamos e acumulamos ao longo da vida, muitos deles na escola, que acabam refor\u00e7ando o pensamento de alguns educadores que afirmam que as crian\u00e7as entram na escola como \u201cpontos de interroga\u00e7\u00e3o\u201d e saem como \u201cfrases feitas\u201d.<\/p>\n<p>Mas podemos ficar tranquilos. Nem tudo est\u00e1 perdido. Como? Estimulando nossa mente com informa\u00e7\u00f5es positivas, adotando posturas flex\u00edveis e percebendo nossa vida e nossos relacionamentos como grandes e produtivas aulas, o engessamento pode ser revertido. Num cen\u00e1rio competitivo como o em que vivemos, onde muitos possuem acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o em doses cada vez mais cavalares, a habilidade de pensar diferente torna-se a caracter\u00edstica pessoal mais valorizada. A capacidade de ver o que ningu\u00e9m viu antes tem gerado respostas inovadoras n\u00e3o apenas para os novos mas, principalmente, para os antigos problemas. Sem criatividade, uma empresa n\u00e3o vislumbra mercados, n\u00e3o detecta oportunidades e tende a ficar para tr\u00e1s, repetindo a f\u00f3rmula consagrada pela concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>Veja bem: eu disse que podemos ficar tranq\u00fcilos, n\u00e3o parados. Em desenvolvimento pessoal, quando paramos de andar, j\u00e1 estamos sentados. Quando achamos que sentamos, j\u00e1 estamos deitados. Ao deitarmos, na verdade j\u00e1 estamos dormindo. E quando dormimos, j\u00e1 estamos mortos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Eduardo Zugaib:<\/strong> \u00e9 escritor, profissional de comunica\u00e7\u00e3o e marketing, professor de p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o, palestrante motivacional e comportamental. Ministra treinamento nas \u00e1reas de Desenvolvimento Humano e Performance Organizacional.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.eduardozugaib.com.br\">www.eduardozugaib.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/curso\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6457 aligncenter\" title=\"Newsletter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Newsletter\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A idade mata a criatividade. 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