{"id":8543,"date":"2013-01-01T00:01:16","date_gmt":"2013-01-01T02:01:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=8543"},"modified":"2012-12-30T20:29:16","modified_gmt":"2012-12-30T22:29:16","slug":"gisela-kassoyaproveite-suas-ferias-para-ficar-mais-criativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/gisela-kassoyaproveite-suas-ferias-para-ficar-mais-criativo\/","title":{"rendered":"Aproveite Suas F\u00e9rias para Ficar Mais Criativo"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_8603\" aria-describedby=\"caption-attachment-8603\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8603\" title=\"Gisela Kassoy\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/giselakassoy.jpg\" alt=\"Gisela Kassoy\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8603\" class=\"wp-caption-text\">Gisela Kassoy<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em primeiro lugar: nem pense que vou sugerir um curso, livro ou tarefas. Pelo contr\u00e1rio, proponho muito, mas muito relax, contempla\u00e7\u00e3o e at\u00e9 pregui\u00e7a. E sem culpa, pois\u00a0 o \u201cdolce fare niente\u201d far\u00e1 de voc\u00ea uma pessoa mais criativa.<\/p>\n<p>Explico: se por um lado as empresas e a sociedade n\u00e3o apenas aceitam, como cobram comportamentos criativos, por outro, o cotidiano estressante n\u00e3o d\u00e1 espa\u00e7o para atividades que estimulam a gera\u00e7\u00e3o de ideias como a reflex\u00e3o, o relaxamento, a inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio do \u00d3cio Criativo, t\u00e3o valorizado no Brasil, foi mal interpretado. O que o soci\u00f3logo Domenico de Masi prega n\u00e3o \u00e9 o \u00f3cio pelo \u00f3cio, mas sim uma forma diferente de trabalhar, j\u00e1 que a produ\u00e7\u00e3o criativa se assemelha em grande parte aos nossos momentos de prazer, conv\u00edvio social e lazer.<\/p>\n<p>As \u00a0t\u00e9cnicas de gera\u00e7\u00e3o de ideias foram elaboradas a partir da observa\u00e7\u00e3o do que torna as pessoas mais criativas. Infelizmente, s\u00e3o formas de uso da mente que o universo organizacional despreza. As t\u00e9cnicas que aplico como coordenadora de grupos de gera\u00e7\u00e3o de ideias tem pontos em comum com\u00a0 o contexto das f\u00e9rias, s\u00f3 que s\u00e3o mais estruturadas, com foco maior nos resultados do que no prazer, al\u00e9m de todo um trabalho de coleta e avalia\u00e7\u00e3o das ideias. Entretanto, destaco alguns princ\u00edpios para que esse mesmo processo possa ser desenvolvido em seus momentos de lazer e, pasmem, sem ao menos serem percebidos. Observe:<\/p>\n<p><strong>CURTIR O BELO E O PRAZEROSO <\/strong>\u2013\u00a0 Muitas t\u00e9cnicas de criatividade envolvem todos os nossos sentidos. O princ\u00edpio \u00e9 mudar o est\u00edmulo habitual da mente (cognitivo) para algo mais sensorial.\u00a0 Dessa maneira, vistas bonitas, boa comida e ventinho agrad\u00e1vel libertam a mente. Olhar ao longe, curtir uma bela vista para o mar ou para o campo amplia n\u00e3o s\u00f3 os m\u00fasculos da vis\u00e3o, mas tamb\u00e9m os horizontes mentais.<\/p>\n<p><strong>SAIR DO FOCO \u2013<\/strong> A Fertiliza\u00e7\u00e3o Cruzada, t\u00e9cnica que utilizo para gerar inova\u00e7\u00f5es em produtos e servi\u00e7os, constitui justamente na busca de solu\u00e7\u00f5es em universos n\u00e3o relacionados com o tal produto ou servi\u00e7o. A \u201ccaramanhola\u201d, aquela garrafa feita para ciclistas, foi inspirada numa\u00a0 v\u00e1lvula card\u00edaca e funciona da mesma forma que ela. Adiantava ficar pensando s\u00f3 em garrafas e bicicletas na hora de criar esse novo produto?<\/p>\n<p><strong>JOGAR CONVERSA FORA<\/strong> &#8211;\u00a0 O ato de conversar livremente, sem grandes preocupa\u00e7\u00f5es com resultados \u00e9 chamado de \u201cSerendipity\u201d<em>. <\/em>O nome se origina de um conto oriental no qual tr\u00eas amigos faziam descobertas surpreendentes a partir de conversas sem compromisso. Na pr\u00e1tica, o que acontece \u00e9 que em situa\u00e7\u00f5es de stress, a mente tende a repetir ideias j\u00e1 pensadas e quando h\u00e1 mais liberdade, a mente propicia pensamentos mais originais.<\/p>\n<p><strong>VIAJAR NA MAIONESE<\/strong> \u2013\u00a0 Segundo o psic\u00f3logo americano Joy Paul Guilford, a elabora\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos principais componentes do processo criativo. Trata-se de explorar um determinado tema, sem querer que ele se esgote, exatamente a t\u00e3o criticada viagem na maionese. \u00c9 claro que na vida real h\u00e1 um momento no qual a explora\u00e7\u00e3o precisa terminar. Mas percebo que no mundo organizacional, essas \u201cviagens\u201d s\u00e3o curtas demais, sem espa\u00e7o para a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>DEIXAR ROLAR<\/strong> \u2013 Num mundo obcecado pelo controle, f\u00e9rias s\u00e3o perfeitas para deixar rolar, inclusive os problemas. Falando de outra forma, voc\u00ea estar\u00e1 permitindo a incuba\u00e7\u00e3o, ou seja, livrando sua mente consciente das preocupa\u00e7\u00f5es enquanto o inconsciente trabalha.\u00a0 Quem j\u00e1 n\u00e3o teve uma boa ideia justamente quando deixou de pensar nela?<\/p>\n<p><strong>MATAR O TEMPO<\/strong> \u2013Voc\u00ea j\u00e1 pensou quanto tempo perde ruminando a culpa por n\u00e3o estar fazendo um melhor proveito do seu tempo a cada momento? A administra\u00e7\u00e3o do tempo muitas vezes n\u00e3o considera as necessidades do pensamento criativo, como a incuba\u00e7\u00e3o. E uma coisa \u00e9 certa: culpar-se pelo desperd\u00edcio do tempo n\u00e3o d\u00e1 espa\u00e7o para a mente fluir.<\/p>\n<p><strong>FALAR BESTEIRAS<\/strong> \u2013 Uma das pr\u00e1ticas do \u201cbrainstorming\u201d, a mais conhecida t\u00e9cnica de gera\u00e7\u00e3o de ideias, \u00e9 justamente falar o que vier a mente, j\u00e1 que os participantes podem adaptar partes de uma m\u00e1 ideia. \u00a0Por outro lado, o Pensamento Lateral, outra t\u00e9cnica que utilizo bastante, consiste em transformar uma m\u00e1 ideia em algo vi\u00e1vel. Essas ideias acabam sendo originais &#8211;\u00a0 j\u00e1 que no in\u00edcio s\u00e3o absurdas &#8211; mas se tornam \u00fateis e vi\u00e1veis em fun\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio de adequa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>SONHAR ACORDADO<\/strong> \u2013 Perguntar-se \u201ce se\u201d \u00e9 como\u00a0 fazer um alongamento com o pensamento. O devaneio \u00e9 considerado um grande aliado da criatividade.<\/p>\n<p>Evidentemente, existe um lado pr\u00e1tico que \u00e9 o\u00a0resgate da produ\u00e7\u00e3o criativa que as f\u00e9rias podem propiciar. Se voc\u00ea sabe que vai desfrutar suas f\u00e9rias com algumas das pr\u00e1ticas mencionadas, esteja preparado para anotar suas ideias, elas surgir\u00e3o.<\/p>\n<p>Fora das f\u00e9rias, procure aplicar esses princ\u00edpios quando precisar ser criativo, mesmo que em meio a loucura do cotidiano voc\u00ea achar que seja imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Boas f\u00e9rias e boas ideias!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre a autora:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Gisela Kassoy<\/strong> \u00e9 especialista em Criatividade e Inova\u00e7\u00e3o, facilita grupos de gera\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de ideias, realiza semin\u00e1rios e palestras e d\u00e1 consultoria para programas de ideias e ado\u00e7\u00e3o de ambientes virtuais. Realizou trabalhos em quase todo o pa\u00eds e nos EUA, Europa e Am\u00e9rica Latina. Graduada em Comunica\u00e7\u00f5es pela FAAP\/SP, fez sua forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na Universidade de Nova York em Buffalo, no Centro de Lideran\u00e7a Criativa da Carolina do Norte e na Escola de Gerentes do MIT. \u00c9 Psicodramatista com Forma\u00e7\u00f5es em Din\u00e2mica de Grupos, Grupos Operativos e Design Thinking.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.giselakassoy.com.br\/\">www.giselakassoy.com.br<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:gisela@giselakassoy.com.br\">gisela@giselakassoy.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/curso\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6457 aligncenter\" title=\"Newsletter\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Newsletter\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em primeiro lugar: nem pense que vou sugerir um curso, livro ou tarefas. Pelo contr\u00e1rio, proponho muito, mas muito relax, contempla\u00e7\u00e3o e at\u00e9 pregui\u00e7a. E sem culpa, pois  o \u201cdolce fare niente\u201d far\u00e1 de voc\u00ea uma pessoa mais criativa.<br \/>\nExplico: se por um lado as empresas e a sociedade n\u00e3o apenas aceitam, como cobram comportamentos criativos, por outro, o cotidiano estressante n\u00e3o d\u00e1 espa\u00e7o para atividades que estimulam a gera\u00e7\u00e3o de ideias como a reflex\u00e3o, o relaxamento, a inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[274,1169],"tags":[233,322,1441,1626,1443],"table_tags":[],"class_list":["post-8543","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolver-pessoas","category-gisela-kassoy","tag-brainstorming","tag-criatividade","tag-domenico-de-masi","tag-joy-paul-guilford","tag-ocio-criativo","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8543","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8543"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8543\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8543"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8543"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8543"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=8543"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}