{"id":9024,"date":"2013-03-01T00:01:28","date_gmt":"2013-03-01T03:01:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=9024"},"modified":"2013-02-27T21:01:51","modified_gmt":"2013-02-28T00:01:51","slug":"gisela-kassoytransformando-a-resistencia-em-parte-da-mudanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/gisela-kassoytransformando-a-resistencia-em-parte-da-mudanca\/","title":{"rendered":"Transformando a Resist\u00eancia em Parte da Mudan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_9045\" aria-describedby=\"caption-attachment-9045\" style=\"width: 150px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9045\" title=\"Gisela Kassoy\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/giselakassoy.jpg\" alt=\"Gisela Kassoy\" width=\"150\" height=\"150\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9045\" class=\"wp-caption-text\">Gisela Kassoy<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: left;\" align=\"center\">Diz um ditado italiano que \u201cchi lascia la strada vecchia per una strada nuova sa lo che lascia, no sa lo que trova\u201d (quem abandona uma rua velha por uma rua nova, sabe o que abandona, mas n\u00e3o sabe\u00a0 o que vai encontrar).<\/p>\n<p>De fato, n\u00e3o saber o que se vai encontrar \u00e9 uma das principais ang\u00fastias humanas diante das mudan\u00e7as, o que explica grande parte da resist\u00eancia. S\u00f3 lembrando: no universo organizacional, a ang\u00fastia se multiplica, j\u00e1 que o desconhecido pode significar perda do dom\u00ednio sobre as atividades rotineiras, perda do poder ou at\u00e9 a perda do pr\u00f3prio emprego.<\/p>\n<p>Na verdade, a resist\u00eancia \u00e9 um fen\u00f4meno natural, humano que, quando bem administrado, permite que as pessoas evoluam e que finalmente a mudan\u00e7a se realize.<\/p>\n<p>Entretanto a resist\u00eancia &#8211; e os resistentes &#8211; s\u00e3o vistos como empecilhos a serem eliminados o quanto antes. \u00a0Nada mais pernicioso: as pessoas passam a adotar o discurso, mas n\u00e3o as a\u00e7\u00f5es. Quem j\u00e1 n\u00e3o viu esse filme? Gra\u00e7as a esse procedimento, a empresa passa a n\u00e3o ter meios para conhecer as fontes das resist\u00eancias e, portanto, n\u00e3o tem como administr\u00e1-las.<\/p>\n<p>No meu trabalho com ado\u00e7\u00e3o de ambientes virtuais &#8211; que necessariamente envolvem mudan\u00e7as de processos &#8211; utilizo algumas t\u00e1ticas para endere\u00e7ar essas mudan\u00e7as e incorporar resist\u00eancia como parte do processo. Compartilho com voc\u00eas:<\/p>\n<p><strong>ORIGENS DA RESIST\u00caNCIA:<\/strong> Um agente de mudan\u00e7as h\u00e1bil percebe a diferen\u00e7a entre as resist\u00eancias objetivas e as subjetivas.<\/p>\n<p>As objetivas s\u00e3o explicitadas e podem ser discutidas. Ali\u00e1s, alguns argumentos podem ser pertinentes, por que n\u00e3o? Nada melhor do que conhec\u00ea-los.<\/p>\n<p>J\u00e1 as resist\u00eancias subjetivas, de fundo emocional, merecem outro tipo de tratamento. \u00c9 verdade que a argumenta\u00e7\u00e3o tende a ser sempre racional, pois esta \u00e9 a linguagem que as empresas respeitam, mas se a cada argumento a favor da mudan\u00e7a houver um \u201csim, mas&#8230;\u201d, pode-se ter certeza de que se atingiu apenas a ponta do iceberg. Como administrar as resist\u00eancias subjetivas? Com autoconfian\u00e7a, espa\u00e7o para ensaio e erro e respeito \u00e0s pessoas envolvidas.<\/p>\n<p><strong>VISUALIZA\u00c7\u00c3O DA MUDAN\u00c7A:<\/strong> A t\u00e1tica de demonstrar os benef\u00edcios da mudan\u00e7a \u00e9 muito comum e de fato \u00e9 bastante \u00fatil. Mas n\u00e3o h\u00e1 porque temer um levantamento de aspectos negativos, afinal, as pessoas v\u00e3o pensar sobre eles e coment\u00e1-los de qualquer forma. \u00a0Costumo pedir \u00e0s pessoas envolvidas uma lista de problemas potenciais, e em seguida proponho uma reflex\u00e3o sobre formas de esclarec\u00ea-los, reduzi-los ou compens\u00e1-los. \u00c9 um exerc\u00edcio poderoso, pois os fantasmas se transformam em possibilidades administr\u00e1veis.<\/p>\n<p><strong>O PAPEL DO GRUPO: <\/strong>L\u00edderes tem um papel important\u00edssimo enquanto agentes formais das mudan\u00e7as, mas os agentes informais tamb\u00e9m podem contribuir bastante. Adaptei os estudos de Everett Rogers sobre \u201c<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Diffusion_of_innovations\">Dissemina\u00e7\u00e3o de Inova\u00e7\u00f5es<\/a>\u201d para o interior das organiza\u00e7\u00f5es.\u00a0 Basicamente, Rogers classifica a ado\u00e7\u00e3o das inova\u00e7\u00f5es numa escala que inicia com os inovadores, passa pelos que aderem rapidamente e vai decrescendo at\u00e9 os realmente lentos.<\/p>\n<p>Com base nessa classifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel tecer estrat\u00e9gias espec\u00edficas para cada grupo, e como eles influenciar\u00e3o os demais. Que tal ter alguma forma de reconhecimento para os primeiros que adotam uma mudan\u00e7a? E um grupo de apoio para os mais resistentes?<\/p>\n<p>Viu como incorporar a resist\u00eancia como parte do processo \u00e9 poss\u00edvel? Al\u00e9m de ser uma estrat\u00e9gia eficaz, \u00e9 realista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre a autora:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Gisela Kassoy<\/strong> \u00e9 especialista em Criatividade e Inova\u00e7\u00e3o, facilita grupos de gera\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de ideias, realiza semin\u00e1rios e palestras e d\u00e1 consultoria para programas de ideias e ado\u00e7\u00e3o de ambientes virtuais. Realizou trabalhos em quase todo o pa\u00eds e nos EUA, Europa e Am\u00e9rica Latina. Graduada em Comunica\u00e7\u00f5es pela FAAP\/SP, fez sua forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica na Universidade de Nova York em Buffalo, no Centro de Lideran\u00e7a Criativa da Carolina do Norte e na Escola de Gerentes do MIT. \u00c9 Psicodramatista com Forma\u00e7\u00f5es em Din\u00e2mica de Grupos, Grupos Operativos e Design Thinking.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.giselakassoy.com.br\/\">www.giselakassoy.com.br<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:gisela@giselakassoy.com.br\">gisela@giselakassoy.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/curso\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6457 aligncenter\" title=\"Anunciar\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Anunciar\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diz um ditado italiano que \u201cchi lascia la strada vecchia per una strada nuova sa lo che lascia, no sa lo que trova\u201d (quem abandona uma rua velha por uma rua nova, sabe o que abandona, mas n\u00e3o sabe  o que vai encontrar).<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1169,272],"tags":[1028,347,306,1717],"table_tags":[],"class_list":["post-9024","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-gisela-kassoy","category-integrar-pessoas","tag-angustia","tag-emprego","tag-processos-de-mudancas","tag-resistencia","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9024","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9024"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9024\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9024"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9024"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9024"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=9024"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}