{"id":9203,"date":"2013-04-01T00:01:49","date_gmt":"2013-04-01T03:01:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/?p=9203"},"modified":"2013-03-29T22:09:26","modified_gmt":"2013-03-30T01:09:26","slug":"prof-marinssepultar-os-mortos-cuidar-dos-vivos-e-fechar-os-portos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/prof-marinssepultar-os-mortos-cuidar-dos-vivos-e-fechar-os-portos\/","title":{"rendered":"&#8220;Sepultar os Mortos, Cuidar dos Vivos e Fechar os Portos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ProfLuizMarins.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-9245\" title=\"Prof. Luiz Marins\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ProfLuizMarins.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"175\" \/><\/a>Passado o terremoto de Lisboa (1755), o rei Dom Jos\u00e9 perguntou ao General Pedro D\u2019Almeida, Marqu\u00eas de Alorna, o que se havia de fazer. Ele respondeu ao rei: <strong><em>\u201cSepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Essa resposta simples, franca e direta tem muito a nos ensinar.<\/p>\n<p>Muitas vezes temos em nossa vida empresarial e mesmo pessoal, \u201cterremotos\u201d avassaladores como o de Lisboa no s\u00e9culo XVIII. A cat\u00e1strofe \u00e9 t\u00e3o grande que muitas vezes perdemos a capacidade de raciocinar de forma simples, objetiva. Esses \u201cterremotos\u201d podem ser de toda ordem: um lote de produtos com defeito que saiu de nossa ind\u00fastria para o mercado sem que tenhamos detectado a tempo; produtos contaminados que causaram problemas; erros incorrig\u00edveis cometidos por nossos funcion\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao nosso melhor cliente, etc, etc. Todos n\u00f3s estamos sujeitos a \u201cterremotos\u201d na vida. Quem est\u00e1 competindo no mercado sabe que h\u00e1 \u201cfalhas geol\u00f3gicas\u201d indetect\u00e1veis sob nossos p\u00e9s e que podem gerar um \u201ctremor\u201d a qualquer instante sem que estejamos preparados. O que fazer?<\/p>\n<p>Exatamente o disse o Marqu\u00eas de Alorna: <strong><em>\u201cSepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos\u201d. <\/em><\/strong>\u00a0E o que isso quer dizer para a nossa vida empresarial e pessoal? Que li\u00e7\u00f5es podemos tirar desse conselho a D. Jos\u00e9?<\/p>\n<p><strong><em>Sepultar os mortos <\/em><\/strong>significa que n\u00e3o adianta ficar reclamando e chorando o passado. \u00c9 preciso \u201csepultar\u201d o passado. Colocar o passado debaixo da terra. Isso significa \u201cesquecer\u201d o passado. Pouco ou nada resolve abrirmos uma \u201csindic\u00e2ncia\u201d para descobrir os culpados pelo terremoto. Tamb\u00e9m n\u00e3o adianta ficarmos discutindo como teria sido se o terremoto n\u00e3o tivesse ocorrido. Ou ainda se Lisboa estivesse situada fora da falha geol\u00f3gica que gerou o terremoto. Enterrar os mortos. E a verdade \u00e9 que muitas empresas e pessoas t\u00eam enorme dificuldade em \u201centerrar os mortos\u201d. Ficam anos e anos em atitude de um eterno vel\u00f3rio. Passado o terremoto, lembre-se, a primeira coisa a ser feita \u00e9 \u201centerrar os mortos\u201d.<\/p>\n<p><strong><em>Cuidar dos vivos <\/em><\/strong>significa que depois de enterrar o passado, temos que cuidar do presente. Cuidar do que ficou vivo. Cuidar do que sobrou. Cuidar do que realmente existe. Fazer o que tiver que ser feito para salvar o que restou do terremoto. Dar foco ao presente s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel se enterrarmos os mortos, esquecermos o passado. Cuidar dos vivos significa reunir pessoas e bens que sobreviveram ao terremoto e rearranj\u00e1-los de forma a servirem para a reconstru\u00e7\u00e3o, para o novo. Muitas empresas e pessoas n\u00e3o conseguem dar foco ao presente para \u201ccuidar dos vivos\u201d. Vivem o tempo todo na ilus\u00e3o do que poderia n\u00e3o ter ocorrido. N\u00e3o conseguem se desligar. N\u00e3o t\u00eam energia para \u201ccuidar dos vivos\u201d<\/p>\n<p><strong><em>Fechar os portos<\/em><\/strong> significa n\u00e3o deixar as \u201cportas\u201d abertas para que novos problemas possam surgir ou \u201cvir de fora\u201d enquanto estamos cuidando dos vivos e salvando o que restou do terremoto de nossa empresa ou de nossa vida.\u00a0 Significa n\u00e3o permitir que novos problemas nos desviem do \u201ccuidar dos vivos\u201d.<\/p>\n<p><strong><em>Fechar os portos <\/em><\/strong>tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio porque quando voc\u00ea est\u00e1 passando por um \u201cterremoto\u201d, seus advers\u00e1rios e inimigos sabem de sua fragilidade e poss\u00edvel desesperan\u00e7a. E a\u00ed querer\u00e3o aproveitar-se de sua fraqueza. Se voc\u00ea deixar seus \u201cportos\u201d abertos poder\u00e1 ter que lutar contra os invasores, vampiros e abutres que vir\u00e3o espreitar a sua desgra\u00e7a. Feche os portos!<\/p>\n<p>Os conselhos do Marqu\u00eas de Alorna a D. Jos\u00e9 s\u00e3o de uma sabedoria indiscut\u00edvel. Serviram para a reconstru\u00e7\u00e3o de Lisboa em 1755 e servem para nossas empresas e nossas vidas pessoas neste s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que a hist\u00f3ria nos ensina. Por isso a hist\u00f3ria \u00e9 \u201ca mestra da vida\u201d. Portanto, quando voc\u00ea ou sua empresa enfrentarem um terremoto, n\u00e3o se esque\u00e7a: <strong><em>enterre os mortos, cuide dos vivos e feche os portos!<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Pense nisso. <strong><em>Sucesso!<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Sobre o autor:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Prof. Luiz Marins<\/strong>: Antrop\u00f3logo, professor e consultor de empresas no Brasil e no exterior, o Prof. Marins tem 25 livros (tamb\u00e9m dispon\u00edvel em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e Europa) e mais de 300 v\u00eddeos e DVDs publicados; Empres\u00e1rio de sucesso nos ramos de agroneg\u00f3cio, educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e marketing. Seus programas de televis\u00e3o est\u00e3o entre os l\u00edderes de audi\u00eancia no Brasil. Segundo a imprensa especializada e consultorias, o Prof. Marins est\u00e1 entre os mais requisitados palestrantes do pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>site: <a href=\"http:\/\/www.marins.com.br\/\" target=\"_blank\">www.marins.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>e-mail: <a href=\"mailto:diretoria@marins.com.br\">diretoria@marins.com.br<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/curso\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6457 aligncenter\" title=\"Anunciar\" src=\"http:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif\" alt=\"Anunciar\" width=\"468\" height=\"60\" srcset=\"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011.gif 468w, https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/2011-300x38.gif 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Passado o terremoto de Lisboa (1755), o rei Dom Jos\u00e9 perguntou ao General Pedro D\u2019Almeida, Marqu\u00eas de Alorna, o que se havia de fazer. Ele respondeu ao rei: \u201cSepultar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[829,372],"tags":[1752,1563,1750,1751,1749,1748,1753],"table_tags":[],"class_list":["post-9203","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-prof-luiz-marins","category-temas-2","tag-dom-jose","tag-empresa","tag-general-pedro-dalmeida","tag-marques-de-alorna","tag-producao","tag-produto","tag-terremoto-de-lisboa-1755","no-post-thumbnail","entry"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9203","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9203"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9203\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9203"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9203"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9203"},{"taxonomy":"table_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.rhevistarh.com.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/table_tags?post=9203"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}